14/02/2012
Imunização em poedeiras: Maior período produtivo e obrigatoriedade da vacinação a campo

Diferente dos programas voltados para frangos de corte, que são abatidos com apenas 42 dias, o plano de vacinação para avicultura de postura precisa levar em conta que estas aves possuem vida mais longa. Essa longevidade – ao redor de 70 a 80 semanas no 1° ciclo de produção de ovos, podendo ir até 110-120 semanas (quando a muda forçada é realizada) – influi nos tipos de vacinas a serem aplicadas e nas vias de administração. Dessa forma, o avicultor deve ficar atento para evitar as possíveis falhas vacinais na granja de postura. E é justamente este assunto que a Revista do Ovo aborda a partir da página 14. O que são as falhas vacinais? Como elas ocorrem? Como identificar uma falha vacinal e como evitar que isso aconteça?
Em uma guerra contra as doenças infecciosas que acometem um plantel de postura comercial, a vacinação, juntamente com as medidas de biosseguridade, são as melhores estratégias que os avicultores possuem. A introdução de antígenos no organismo propõe imunizar os animais contra doenças infecciosas já nos primeiros dias de vida. É uma vantagem e tanto. Previne contra contaminações futuras que não só podem provocar a queda de rendimento da ave como comprometem a saúde do lote e do produto final. No entanto, nenhum plano de batalha é perfeito. Algumas vezes, o organismo das aves não produz uma resposta imune adequada após a aplicação de uma vacina. São as famosas falhas vacinais.
Desde que foram detectadas, profissionais têm estudado com afinco quais motivos podem ocasionar uma falha vacinal. Algumas conclusões apontam que muitas são as causas. Podem estar relacionadas à própria vacina, com a aplicação, com a própria ave ou ainda relacionada ao agente etiológico. Para descobrir o real motivo, muitas vezes é necessário analisar todas as variáveis do processo além de uma minuciosa avaliação do programa de vacinação. (Leia mais sobre pontos críticos de controle no artigo de Victório Chiaramonte e Jeovane Pereira, publicado na página 16 da Revista do AviSite.
O tipo da vacina, a idade das vacinações, o número de aplicações e as vias de administração são pontos chaves na configuração de um programa adequado de vacinação para poedeiras. É necessário traçar os desafios locais e regionais, bem como o histórico de enfermidades no criatório. Algumas enfermidades como micoplasmose aviária e o Tifo Aviário incidem somente sobre poedeiras nos plantéis brasileiros e merecem um controle especial.
fonte www.avisite.com.br